Meteorologistas apontam que estiagem deve persistir em PE

A população do interior pernambucano deve continuar sofrendo com a falta de chuva nos próximos meses. Esta foi a previsão apresentada nesta quinta-feira (21), por meteorologistas de vários estados do Nordeste, que se reuniram por dois dias no RecifeAs reuniões de análise e monitoramento do clima no Nordeste acontecem mensalmente e sempre são sediadas em algum dos estados da região. Em abril, Alagoas será a sede. Em Pernambuco, meteorologistas de sete estados nordestinos participaram do evento. Representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) também estiveram presentes.
Mais cedo, o governador Eduardo Campos participou de uma reunião na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Recife. No encontro, ele discutiu os efeitos da seca no estado com bispos e padres diocesanos. Os religiosos entregaram ao governador uma cartilha contendo diretrizes e contribuições para a construção de políticas públicas voltadas para o semiárido.
O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, afirmou que o governador se mostrou receoso com as previsões meteorológicas para os próximos meses. “Ele se mostrou muito preocupado, sobretudo, com a região Agreste, que é muito afetada por conta do tamanho da população”, revelou na sede da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Ao final do encontro, os representantes da reunião foram entregar documento com o prognóstico ao governador Eduardo Campos (PSB), no Centro de Convenções, sede provisória do governo do estado. O governador se mostrou preocupado com o uso racional da água e anunciou que, a partir de sexta-feira (22), terá início uma campanha educacional focada no tema. “Nós sempre vamos ter menos água do que o necessário. O debate que precisamos ter tem de romper com a cultura de enfrentar a seca, precisamos aprender a conviver com a seca”, desabafou. Campos ainda se comprometeu a construir, até o fim de 2014, 60 mil cisternas no semiárido pernambucano, deixando 100% das casas da região abastecidas. O investimento será de R$ 150 milhões.
O presidente da Apac, Marcelo Asfora, afirmou que, pelo menos até junho, a estiagem irá persistir no Agreste e no Sertão. “O período chuvoso no Sertão está se encerrando com a chegada de abril. O momento agora é de trabalhar com ações emergenciais para que a população consiga atravessar esse período de oito meses que vem pela frente”, disse.
Asfora ainda explicou que 2013 marca o segundo ano seguido de seca na região, quando os ciclos de estiagem costumam durar por no máximo três. No Agreste, uma zona considerada de transição, a expectativa é de que a situação só comece a melhorar na segunda metade do período de inverno. Até lá, a previsão segue apontando chuvas abaixo da média.

Do MaisAB



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