Diego Lugano critica estrutura encontrada pelo Uruguai ao chegar no Recife

Zagueiro Diego Lugano, que teve passagem pelo São Paulo, criticou a distância entre o hotel da Celeste e o local de treinamento
Um tapa de luva. Sem abandonar a simpatia, Diego Lugano fez uma crítica dura e objetiva à estrutura encontrada pela seleção uruguaia durante a estadia no Recife. Ressaltando o fato de os uruguaios estarem acostumados a enfrentar condições precárias, o zagueiro explicou que trocaria o hotel cinco estrelas e o tratamento vip por um local decente para a Celeste treinar. Sincero, o defensor tratou de garantir que a penúria enfrentada durante os primeiros dias na capital pernambucana não afetará o rendimento do time no confronto de amanhã, contra a Espanha.Os semblantes dos atletas traduziam a contrariedade da delegação uruguaia. Motivos não faltavam para isso. Depois de serem obrigados a treinar numa academia por falta de um campo adequado, os jogadores finalmente tiveram o primeiro contato com a bola. Mas não foi nada fácil. Hospedados num hotel em Boa Viagem, perto do aeroporto, os uruguaios enfrentaram nada menos que uma hora e meia de trânsito - escoltados por uma equipe de batedores - para chegar ao CT do Leão, em Paratibe. E como a volta não foi menos conturbada, a coletiva começou com uma hora de atraso.

Visivelmente contrariado, o capitão da Celeste, Gaston Ramirez, sequer esquentou a cadeira na coletiva. Monossilábico, encerrou a entrevista em surpreendentes três minutos. Lugano, por sua vez, tratou a todos com muita educação, mas não se furtou do direito de queixar-se da estrutura. “Antes de tudo, foi muito importante conseguirmos treinar. Apesar de o campo estar um pouco prejudicado, pudemos trabalhar. O trânsito atrapalhou muito. Demorar uma hora e meia para ir e uma hora e meia para voltar não estava nos nossos planos. É muito desgastante”, pontuou. “Não queremos um hotel cinco estrelas ou ser tratados como VIPS. O mais importante é ter um campinho para treinar”, acrescentou.

Citando as dificuldades e carências do futebol uruguaio, Lugano explicou ainda que não acredita que sua equipe possa ser prejudicada por conta das dificuldades enfrentadas até aqui. “Somos uruguaios e estamos acostumados a coisas muito piores do que enfrentamos aqui. Mas não posso dizer que não ficamos impressionados com a estrutura que encontramos. O Brasil construiu estádios espetaculares. Poderiam ter construído campos de treino perto dos hotéis. Mas encontramos pessoas muito agradáveis e muito simpáticas.”

Volante Gáston Ramirez não estava muito receptivo às perguntas dos jornalistas e sua entrevista durou apenas três minutos

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