Em jogo emocionante, Espanha elimina a Itália nos pênaltis e pega o Brasil na final






















A Itália se superou. Superou a desconfiança, a si mesmo e até a Espanha. Mesmo que tenha apenas empatado no tempo normal em 0 a 0. Mesmo que tenha saído derrotada nas penalidades, em um dramático 7 a 6. Não há justiça no futebol. A Azzurra pressionou, perdeu muitas chances de gols. Teve toda a torcida da tarde desta quinta-feira, na Arena Castelão, a seu favor. Agora, o embate que todos esperavam: Brasil x Espanha, domingo, no Maracanã, decidirão a Copa das Confederações.O “tik-tak” não funcionou no primeiro tempo. Na verdade, passou longe de funcionar. A marcação implacável dos italianos sufocaram a saída de bola dos espanhois deixou praticamente nulo o estilo de jogo do time de Vicente Del Bosque. A Itália foi melhor. Apesar da posse de bola inferior, quando a Azzurra roubava a bola, saia para o contra-ataque com muita velocidade e pegava a zaga espanhola desprevenida. Deixaram inquietos, nervosos o torcedor cearense tantas foram as oportunidades de gol desperciçadas. Pelo lado da Espanha, Casillas salvava tudo.O primeiro milagre veio aos 16 minutos. De Rossi lançou Maggio que cabeceou a queima-roupas em cima do goleiro. Os italianos eram melhorem, saiam para o jogo com a bola no chão. Na base do toque foram chegando até com certa facilidade ao ataque e brincaram de perder gols. De Rossi, Giaccherini e Gilardino perderam mais um gol feito cada, sempre parando na barreira chamada Casillas. Para não dizer que não foi ao ataque, Fernando Torres teve uma boa chance aos 36 minutos. Mandou para fora.

A Itália não conseguiu com voltar para o segundo tempo com o mesmo volume ofensivo. Parecia ter cansado de uma primeira etapa tão intensa. Por outro lado, a Espanha não conseguia ser exatamente aquela Espanha que todos esperavam. Ainda que a Azzurra seguisse superior, o jogou ganhou um quê de equilíbrio. Sem chances claras de gols até ps 39 minutos, quando Torres deixou Piqué na cara de Buffon e perder a oportunidade. A esa altura ambos os times começaram a se poupar, sem querer correr riscos e esperar a prorrogação. Foi o que aconteceu.
Foram mais 30 minutos de emoção. Embora as duas equipes mostrassem claros sinais de cansaço, a prorrogação começou quente. Aos 3, Giaccherini soltou uma bomba de canhota e a bola foi na trave. A Espanha respondeu logo em seguida com Piqué e Sérgio Ramos e, por fim, Alba, que perdeu um gol incrível. Pouco a pouco a correria foi diminuindo, as chance de gols ficando raras. No finalzinho Xavi ainda acertou a trave após defesa de Buffon, que espalmou errado. As penalidades não tardaram a chegar.

As penalidades seguiram empatadas, com gol a gol até a sétima penalidade, quando Bonucci mandou por cima do gol. Jesús Navas teve a chance de colocar a Espanha na final e não perdoou, classificando a Fúria para a decisão com o Brasil.

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