Governador cogita segundo turno para eleições presidenciais de 2014

Mesmo evitando comentar as últimas pesquisas sobre as eleições de 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, cogitou, a possibilidade de segundo turno na corrida presidencial do próximo ano. "As últimas eleições no Brasil vêm sendo eleições em dois turnos, ou seja, nós tivemos três eleições seguidas em dois turnos. Acho que isso é mais significativo que pesquisa de opinião nesse momento porque isso é uma série histórica que é mais precisa que qualquer pesquisa que se exercite. Agora, dizer que não vai ter segundo turno ou vai ter segundo turno é uma opinião, eu respeito a opinião, mas não é uma coisa científica", afirmou o socialista após a assinatura da convocação de 350 médicos para a rede estadual de saúde.

O governador voltou a criticar aqueles que vem torcendo contra a economia brasileira a fim de viabilizar candidaturas e relembrou a campanha de 2002, em que o então presidente Fernando Henrique Cardoso convocou os candidatos da oposição para ajudarem a enfrentar a crise. "A gente precisa que quem pensar em ganhar eleição, ganhe pelo mérito, não pelos deméritos de alguém. [...] Tanto nós que somos da base do governo, quanto os que estão na oposição e que podem um dia chegar ao governo, que já governam estados importantes, pensar no Brasil. Pensar no que é importante fazer", apontou.
Questionado se a medida anunciada pela presidente Dilma Rousseff, o financiamento subsidiado de eletrodomésticos e móveis para beneficiários do programa 'Minha Casa, Minha Vida', poderia ajudar a economia, Campos afirmou que é preciso ir além. "Ajuda mais que atrapalha, mas resolve? Só isso não resolve. [...] O que acontece é que as políticas na direção do consumo terminam tendo solução mais rápida. [Elas] saem do papel com mais rapidez que outras, que são mais complicadas - é exatamente o investimento, que é o que nós mais precisamos nesse momento", defendeu.

Sobre a possibilidade dos metroviários entrarem em greve, o governador mostrou-se otimista. "Nosso pessoal da Articulação Social está acompanhando, torcemos para que se resolva na negociação. Caso contrário, a justiça vai agir com a celeridade que a justiça costuma agir nesses casos. [...] Só que a situação ainda está em processo de negociação, que acredito que pode nos dar um resultado muito positivo. Acho que vai ficar bem, há boa vontade das partes pelo que sei", disse.
Durante essa semana, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) cobrou do governador uma decisão sobre o pleito de 2014 em entrevista a uma rádio local. Apesar da cobrança, Campos negou estar sendo pressionado. "Eu tenho um respeito muito grande às circunstâncias de cada um. Cada um faz o que pode no tempo que pode fazer, sempre foi assim a minha posição, de muito respeito à frente popular, a independência de cada um dos partidos e nunca recebi pressão, nem eu estou pressionando ninguém. Eu tenho é que trabalhar", falou.
Defendendo a união da Frente Popular no estado, Campos afirmou que espera 'o tempo certo'  para tomar as decisões para manter o projeto iniciado em seu governo. "O tempo certo será o tempo certo, depende de muita gente, das circunstâncias da economia, do país, o que vai acontecer com a conjuntura do país", finalizou, reforçando que a decisão deve ficar para o próximo ano.
Campos confirmou também que sua esposa, Renata Campos, está esperando o quinto filho do casal. "Nós estamos muito felizes, José [o caçula, de 8 anos] já está escolhendo nomes", disse, animado.

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