Itália vence México com gols de Pirlo e Balotelli

Pirlo comemorando seu primeiro gol no centésimo jogo pela Seleção

As marcas de expressão do rosto adornado por uma espessa barba mostram que Andrea Pirlo não é garoto. Aos 34 anos, o meio-campista italiano equilibra-se qual artista de circo na tênue linha que o futebol sentencia para um jogador de carreira longeva: ou ele é bom o suficiente para continuar sendo importante a despeito da idade ou se torna completamente dispensável por conta dela. O atleta da Juventus está confortavelmente instalado no primeiro grupo. A prova veio neste domingo, no seu 100º jogo pela seleção da Itália: foi dele o primeiro gol da vitória de 2 x 1 da tetracampeã mundial contra o México. Golaço de falta. O segundo foi marcado por Balotelli. Chicharito descontara ainda no primeiro tempo.
A Itália, portanto, iguala-se ao Brasil na classificação do grupo A. Ambos têm três pontos e, portanto, lideram a chave. O México, próximo adversário verde e amarelo, está ao lado do Japão com uma derrota em um jogo, na lanterna.
O primeiro tempo começou em ritmo intenso. Entre quatro e oito minutos, Balotelli teve três chances. Na primeira, o atacante aproveitou-se de vacilo da zaga mexicana, teve o domínio da bola, enxergou o goleiro Corona adiantado, tentou por cobertura. Para fora. Aos 6, o meia Montolivo desceu pela esquerda e tocou voltando. O camisa 9 bateu de primeira, de canhota, mas parou nas mãos do arqueiro mexicano. Na última da sequência, o jogador do Milan recebeu na intermediária, limpou o lance e encheu o pé. Foi impedido, de novo, por Corona.
A primeira oportunidade do México foi aos 10 minutos - mas foi mais perigosa do que todas as anteriores da Itália. Giovanni dos Santos fez boa jogada no lado esquerdo e tocou para dentro da área. Guardado, dentro da área, chutou forte. A bola passou por Buffon, mas tocou no travessão e ultrapassou a linha de fundo.
A Itália era melhor. Com superioridade númerica no meio-de-campo, os tetracampeões mundiais tinham mais posse de bola e produziam jogadas mais perigosas - e mais frequentes- do que os rivais. Aos 26, encontraram o gol através dos pés de um meio-campista cerebral que completava 100 jogos com a camisa azul. Andrea Pirlo cobrou falta com categoria e colocou o time de Cesare Prandelli à frente no placar. Era o momento para ter tranquilidade, manter a posse de bola e sair na boa para ampliar. Era... Não fosse o zagueiro Barzagli. Ele falhou numa bola recuada, perdeu o controle da pelota e teve de derrubar o adversário já dentro da área. Pênatli. Chicharito foi para a cobrança, aos 33, e não deu oportunidade para Buffon. Um a um.
O segundo tempo mostrou uma queda de ritmo. Pelo menos em quantidade de chances de gol. Elas foram escassas nos 45 minutos finais. Como se constuma dizer, a partida foi construída de intermediária a intermediária. A primeira boa chance da Itália foi com Pirlo, aos 13. Em falta na entrada da área, o meio-campista bateu bem, mas a bola passou ao lado do gol. Dois minutos depois, Balotelli foi lançado na área e derrubado pela defesa. Pediu pênalti, mas foi ignorado pelo árbitro da partida.
A Itália não conseguiu aprofundar suas jogadas. E tinha de apostar apenas nos chuveirinhos dentro da área. A seleção mexicana mantinha a estratégia do primeiro tempo: marcar mais do que atacar e buscar o contra-golpe. Aos 32, Balotelli decidiu. Giaccherini tocou pelo alto para dentro da área. O atacante, que estava atrás de Rodriguez, tomou-lhe a frente e pegou a bola em frente ao goleiro. Aí não deu chance. Fez o segundo tento italiano, o da vitória. Ato contínuo, tirou a camisa e tomou amarelo. Com Balotelli é assim: sempre há algo a criticar. Mas, dentro de campo, o homem resolve.


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