Minha Opinião: Cura Gay

Atualmente tem se falado muito em um projeto aprovado pela câmara dos deputados, através da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), a famigerada "cura gay", muitas pessoas criticando o presidente da comissão, o Pr. Marco Feliciano, pela aprovação do projeto, mas no entanto é preciso esclarecer alguns pontos, que todos deveriam saber, independente de religião e de convicção sobre homossexualismo, é interessante aprender todos os pontos, pra não sair por aí dizendo que aprovaram uma lei na qual irão sair prendendo homossexuais pra curá-los, são eles:

1º) Não existe nenhum projeto de lei que imponha tratamento de saúde a homossexuais no Congresso Nacional, nem sequer existe leis oficiais que tratem homossexualismo como doença.

2º) O termo "cura gay" chamado assim pela imprensa, e não pelos deputados, vem do próprio Conselho Federal de Psicologia de 1999, e é justamente sobre isso que estão centradas as discussões na Câmara

3º) O projeto debatido na Câmara não propõe “cura gay”, mas sugere a supressão de dois trechos da tal resolução instituída em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia. Que são: “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades” e “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

4º)  O que o Conselho de Psicologia fez foi simplesmente calar as discussões sobre o assunto de maneira covarde. Conceituou de ‘cura gay’ de maneira IRRESTRITA o tratamento psicológico. Qualquer pessoa em sã consciência não apoiaria tratamento imposto. Mas, e se o hétero, bissexual ou gay QUISER ajuda psicológica? Quem é o CFP para dizer a héteros, bissexuais ou gays que eles não podem se indispor com suas opções e tentar buscar ajuda de um profissional?

5°) Quem criou o tal projeto, não foi a Câmara dos Deputados, mas sim o próprio Conselho Federal de Psicologia

6º) A supressão destes dois termos não implica de maneira alguma em perseguição a homossexuais pelo Estado. O cerne da discussão é o seguinte: um gay, hétero ou bissexual insatisfeito com sua condição pode buscar a ajuda de um psicólogo, ou não? E, vejam bem, procurar a ajuda de um psicólogo por conta de insatisfação não significa que ao fim do tratamento teremos um hétero, gay ou bissexual. Pode ser que sim, pode ser que não. O que o Conselho Federal fez foi acabar com a primeira opção. Gays, héteros e bissexuais por vontade própria não podem procurar psicólogos com a intenção de buscar ajuda.

7º) Marco Feliciano não votou a favor e nem contra esse projeto, tendo em vista que ele é o presidente da CDHM, ele não vota, apenas administra a votação

Concluindo: O projeto visa a procura de um paciente homossexual, a um auxílio psicológico se o mesmo estiver insatisfeito com a sua opção sexual, porque até então os psicólogos eram proibidos de se prontificarem a dar tal auxílio, sendo o Brasil o único lugar no mundo o único país onde psicólogos eram proibidos de ajudar a homossexuais. 

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