Garanhuns de luto: Morre sanfoneiro Dominguinhos

O corpo do músico Dominguinhos está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, na Zona Sul da cidade, desde as 6h desta quarta-feira. A mulher do sanfoneiro, Guadalupe Mendonça, divulgou através de uma nota no Facebook, que o velório terminará as 16h e, em seguida, o corpo transferido para o Recife. O enterro deve acontecer somente na sexta-feira (26).

"Velório na assembléria Legislativa de São Paulo. No Ibirapuera até as 16h de amanhã. Depois segue para Recife, onde será o funeral. Desde já agradecemos a todas as manifestações de apoio, nessa hora tão difícil para a família. Obrigada Nordeste! Obrigada Brasil!Guadalupe Mendonça", escreveu. 

O cantor Dominguinhos morreu na terça-feira (23), aos 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês, depois de lutar contra um câncer de pulmão. Em dezembro o cantor foi internado no Recife e transferido para o hospital o Sírio-Libanês no dia 13 de janeiro. Dominguinhos apresentava insuficiência ventricular, arritmia cardíaca e diabetes. A morte foi causada por complicações infecciosas e cardíacas.

Veja a repercussão entre os forrozeiros: 

Arlindo dos Oito Baixos - "Foi um choque para mim. Sabia que ele estava mal, sofrendo muito, mas não esperava essa notícia hoje. Dominguinhos era mesmo que um irmão para mim. Perdi um grande amigo. Estou sofrendo muito. Ele sempre me visitava e era muito bom para mim. Tocou várias vezes no forró que eu tenho sem cobrar cachê".

Geraldinho Lins - "Fica uma lacuna não só na música nordestina, mas brasileira. Dominguinhos representava o País, cantando o cotidiano do povo brasileiro. Ao mesmo tempo, é também uma responsabilidade para as novas gerações dar continuidade à obra dele. Devemos aprender com artistas como Dominguinhos, de grande humildade e generosidade. Que os seus valores morais sirvam para agente".

Beto Hortis - "A minha sanfona está triste. Perdemos o maior acordeonista do mundo. Cheguei a visitá-lo no hospital, na última sexta-feira (19). Cantei para ele na UTI, segurei na sua mão. O médico me disse que ele estava muito debilitado. Eu sabia. Mas a ficha ainda não caiu. A nossa grande fortaleza do forró, depois de Luiz Gonzaga, era ele".

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